Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Prognóstico

            Sob observação e tratamento médicos apropiados, que evitam complicações como as infecções de algumas orgãos, a esperança de vida dos pacientes é só moderadamente diminuída.
             A idade em que se iniciaram os sintomas é o principal factor de prognóstico: quanto mais jovem, mais provável será deteriorização mais precoce. Outro factor será o subtipo de Esclerose Múltipla. Uma minoria poderá não ter um curso progressivo, outra minoria terá um desenvolvimento severo e rápido dos sintomas. Aqueles cujo primeiro sintoma foi a dificuldade visual também têm melhor prognóstico que outros que sofreram inicialmente de problemas de coordenação motora dos membros.
            O principal problema para o doente com Esclerose Múltipla é a progressiva disabilidade em que se encontra. Só um terço dos doentes será capaz de trabalhar normalmente após 20 anos. A maioria necessitará de utilizar cadeira de rodas para se movimentar antes de 20 anos do surgimento depois dos primeiros sintomas, e alguns antes de 6 anos.

publicado por simply_misses às 12:29
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Tratamento

            A Esclerose Múltipla não tem cura e a terapêutica está direccionada para atrasar a progressão e diminuir a disrupção na vida do paciente pelo alívio dos sintomas.          
            O tratamento adequada para aa Esclerose Múltipla começa por manter um bom estado de saúde geral, prosseguir uma vida activa, uma alimentação equilibrada, repouso suficiente, de modo a sentir-se bem, mantendo a forma física e psiquíca
            É também fundamental um programa de exercícios e ginástica muscular, na medida em que , ajuda os doentes a recuperarem dos surtos e a diminuir a tensão muscular. Exercícios de treino do equilíbrio, podem ajudar os doentes a tornarem-se mais auto-confiantes.
            Em virtude da evolução dada Esclerose Múltipla ser imprivisível as necessidades e as capacidadesvariam, assi m uma reavaliação médica periódica é fundamental. Os medicamentos são também imprescendíveis, nomeadamente os relaxantes musculares, pois permitem reduzir a tensão dos músculose e melhorar os movimetnos. Nos últimos anos utilizam-se diversos fármacos que actuamno sistema imunitário, chamados imunumoduladores, como Interferões-beta e o acetato de glatiramero, entre outros, que ajudam a modificar a alteração da doença.
            Para além das consequências e limitações a nível físico, inerentes à doença, são também muitas as psicológicas, para o doente e consequentemente, para o cuidador, deprssão e ansiedade são as masi frequentes. O grau de dependência que a Esclerose Múltipla desencadeia, assimas mudanças comportamentais da doenças, são factores que esgostam bastante os familiares e cuidadores do doenta de Esclerose Múltipla, levando muitas vezes a situações de solidão absoluta. De registar que a taxa de divórcios em famílias em um dos cônjuges é doente é bastante elevada. Neste sentido a psicoterapia individual e de grupo, assim como o aconselhamento, ajudam bastante para enfrentar todas as limitações causadas pela doença.

 

 


publicado por simply_misses às 12:12
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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Patologia

              As regiões desmielizadas são localizadas e assumem o aspecto de placas que mais tarde esclerosam.
            As lesões iniciais caracterizam-se por infiltração de leucócitos mononucleares, em volta das vénulas, incluindo linfócitos, plasmócitos, e desmielização individual dos axónios adjacentes.
            Lesões tardias são geralmente de todo um feixe de axónios.
            As lesões variam de localização com o tempo, havendo regeneração da mielina e formação de novos focos de agressão.


publicado por simply_misses às 11:38
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Epidemiologia

            A maioria dos casos é diagnosticada em adultos jovens entre os 20 e os 40 anos, sendo raros os diagnósticos em pessoas com menos e 15 anose com mais de 50 anos, sendo mais frequente nas mulheres do que nos homens. Na Europa, os países escandinavos são os mais afectados. A presença da doença num familiar significa possível predisposição genética, havendo 15 vezes maior probabilidade de contracção da condição.
            Estima-se mais de um milhão de casos mundiais diagnosticados, dos quais 450000 na Europa. Em Portugal haverá mais de 5000 casos diagnosticados.
 

publicado por simply_misses às 11:36
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Manisfestações clinicas

            Se existirem lesões no Sistema Nervoso Central, seja por doença ou traumaismo, a localização da lesão determina a natureza dos sintomas resultantes. Os sintomas aparecem devido à interrupção da condução dos impulsos nervosos entre Sistema Nervoso Central e o resto do corpo.
 
            Lesões no cérebro podem provocar:
·        Visão dupla;
·        Falta de força e de sensibilidade nos membros;
·        Falta do controlo dos movimentos finos das mãos: mão “inútil”;
·        Desequilíbrio;
·        Alterações de memória;
·        Fadiga.
 
            Lesões na espinal medula pedem provocar:
·        Entorpecimento e fraqueza dos membros;
·        Perturbações da bexiga;
·        Espasticidade;
·        Rigidez e sensação de membros pesados, dormência, dores, comichão;
·        Dificuldades de locomoção

publicado por simply_misses às 11:30
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Tipos de Esclerose Múltipla

Podemos considerar a existência de três grandes tipos de Esclerose Múltipla:
 
·        Esclerose Múltipla Surto/Remissão (Recorrente remissiva )
         A forma mais comum de Esclerose Múltipla em doentes com idade inferior a 40 anos é a Esclerose Múltipla por surtos e remissões, que ocorre em 60% dos casos. Os doentes sofrem “ataques” – também denominados surtos ou exacerbações – seguidos por períodos de remissão com recuperação completa ou quase completa. Chama-se surtos a ocorrência aguda de sintomas indicando atingimento do Sistema Nervoso Central, com duração de pelo menos 24 horas. O tipo de sintomas é muito vasto, porque depende da parte do Sistema Nervoso afectado. Podem ser leves e desaparecem sem tratamento, mas geralmente é necessário tratr com corticoesteriodes injectáveis. Os suros podem ocorrer separados por semanas, mese, ou mesmo anos, sem acumulação de incapacidade, mas com o mpassar do tempo podem tornar-se mais numerosos e intensoso. Esta forma não é muito debilitante, apesar de os doentes poderem entrar mais tarde numa fase progressiva.
 
·        Esclerose Múltipla Secundariamente Progressiva
Este tipo de Esclerose Múltipla resulta da evolução da forma anterior Surto/Remissão, por isso se chama secundariamente progressiva (cerca de 25% dos casos). Nesta fase, os doentes continuam a ter surtos mas a recuperação torna-se incompleta, originando uma deterioração progressiva da condição física ao longo do tempo. A continuação da progressão ocorre independentemente dos surtos e a incapacidade global aumenta gradualmente com o tempo, apesar de a velocidade de progressão da doença ser imprevisível.
 
·        Esclerose Múltipla Primariamente Progressiva
Os doentes cuja incapacidade de agrava continuamente sem surtos, remissão ou recuperação, sofrem de Esclerose Múltipla primariamente progressiva. Esta forma é comum em doentes que sofreram os seus primeiros sintomas após os 40 anos (cerca de 15% dos doentes com Esclerose Múltipla). É a forma mais incapacitante da doença e mais problemática quanto ao tratamento.

publicado por simply_misses às 11:21
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Esclerose Múltipla

Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa, do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outros.
            Denomina-se Esclerose pelo facto de, em resultado da doença, se formar um tecido parecido com uma cicatriz, que endurece, formando uma placa em algumas áreas do cérebro e medula espinal.
            Denomina-se Múltipla, porque várias áreas dispersas do cérebro e medula espinal são afectadas.
            Esta doença causa uma piora geral do paciente, levando-o à fraqueza muscular, rigidez articular, dores articulares e descoordenação motora causando dificuldades para realizar vários movimentos com os braços e pernas, perda de equilíbrio em pé, dificuldade para andar, tremores e formigamente em partes do corpo.
            Em alguns casos pode causar insuficiência respiratória, incontinência ou retenção urínaria, alterações visuais graves, perda de audição, depressão e impot~encia sexual.
            Em estágios mais graves da doença, podemos observar um comprometimento respiratório, levando inclusive a episódios de infecção ou insuficiência respiratória, que devem ser tratados com atenção e rapidez, minimizando o desconforto do paciente e uma provável piora do seu estado geral.
            Exercícios para desobstruir os brônquios, exercícios para reexpansão pulmonar, reeducação diafragmática e da musculatura acessória, com uso de incentivadores respiratórios, são métodos utilizados para minimizar os desconfortos causados por esta patologia.

 
Etiologia
 
            As células nervosas possuem vários prolongamentos dos quais um deles, chamado axónio, é uma fibra longa, fina e flexível que transmite impulsos nervosos. Estes impulsos são sinais eléctricos conduzidos ao longo do comprimento do nervo. As fibras nervosas são longas, de forma a permitir que os impulsos sejam conduzidos entre partes distantes do corpo, como a medula espinal e os músculos.
            A maioria das fibras nervosas está envolvida por uma bainha isolante constituída por gorduras, denominados mielina, a qual actua de forma a acelerar a condução dos impulsos. A bainha de mielina contém interrupções chamadas “nós” chamados “Ranvier”. Ao saltar de “nó” em “nó”, a condução do impulso torna-se muito rápida do que se tivesse de ser efectuada ao longo de todo o comprimento da fibra nervosa. Os nervos mielinizados podem transmitir um sinal a velocidade tão elevadas como 100 metros por segundo – tão rápido quanto um carro de Fórmula 1.
            A perda de bainha de mielina que envolve o nevo origina vários sintomas, porque a transmissão dos impulsos nervosos é atrasada ou bloqueada, uma vez que tem agora de ser efectuada continuamente ao longo de toda a fibra nervosa. Uma área onde a mielina foi destruída é denominada lesão ou placa.
            Este atraso de condução nervosa e o “curto-circuito” dos impulsos nervosos provocados pelas lesões, originam vários sintomas relacionados com actividade do sistema nervoso.


publicado por simply_misses às 10:41
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.Este blog foi idealizado no âmbito do projecto "Doenças do séc. XXI", que estamos a desenvolver na área curricular Área de Projecto do 12º ano, da Escola Secundária de Fafe. Agradecemos desde já a colaboração de todos que tornaram este trabalho realidade.

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