Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Diabetes Insipidus

            Este tipo de diabetes tem como principal sintoma a polidipsia e pela excreção de grandes quantidades de urina muito diluída, pálida, quase sem cor. Quantidades que não diminuem com a redução da ingestão de líquidos. Tal deve-se ao facto de a capacidade renal, de concentrar a urina, ser deficiente.
            A causa desta diabetes é a deficiência na produção da hormona antidiurética (vasodepressina) ou pela insensibilidade dos rins a esta mesma hormona.
            Esta hormona é fabricada no hipotálamo (no cérebro), e controla o modo como os rins removem, filtram e reabsorvem fluidos dentro da corrente sanguínea. Caso esta hormona não seja produzida os fluidos passam pelos rins e perdem-se por meio da micção*.
            Um diabético deste tipo necessita de ingerir uma grande quantidade de água em resposta á sede extrema para compensar a perda de água.

Sinais e sintomas
 
            Os sintomas são semelhantes aos da diabetes Mellitus, excepto que neste não ocorre glicosúria (urina doce) e não há hiperglicemia. Os problemas de visão também são raros.
            Os sintomas mais comuns são a poliúria (urinar em grande quantidade e muitas vezes) e a polidipsia (sede intensa). Pode também acontecer incontinência, em que a pessoa urina involuntariamente, não consegue conter, e pode não conseguir dormir bem por estar constantemente a sentir necessidade de urinar a toda a hora. Nas crianças pode interferir no apetite, no ganho de peso e no crescimento. Ela pode levar à febre, vómitos ou diarreia.
            Nos adultos com uma DI sem tratamento permanecem saudáveis por décadas desde que a ingestão de água seja suficiente para compensar as perdas urinárias. Entretanto, há um risco contínuo de desidratação.
 
Causas
            Este tipo de diabetes pode ser aparecer devido a um excesso de ingestão de líquidos, um defeito na produção da hormona antidiurética ou um defeito na resposta renal a essa mesma hormona.
 
Tipos e tratamentos para a Diabetes Insipidus
 
            Há várias formas da doença, entre as quais:
           
. Diabetes Insipidus Central, resultado de uma lesão no hipotálamo causada por uma cirurgia, infecção, tumor ou acidente vasculares encefálicos. Podendo também ser um factor genético. Esta é a forma mais comum da doença.
            Pode ser detectada através de alguns testes e análises ou recorrendo ao historial de parentes com a mesma patologia, a maior parte das vezes. No entanto a Diabetes Insipidus central é “idiopática”, ou seja, a causa para o seu aparecimento, em muitos casos, não é identificável, mesmo após ressonâncias magnéticas e exames minuciosos ao cérebro terem sido efectuados. Por isso a(s) causa(s) efectiva(s) desta doença ainda não foi(foram) descoberta(s).
            Esta variante da doença não tem cura, mas os seus sinais e sintomas podem ser atenuados ou mesmo eliminados completamente com o uso de medicamentos, como por exemplo uma substituição para a hormona vasodepressina (a hormona antidiurética). Pois este tipo é normalmente associado a um défice na produção desta hormona, devido á lesão do hipotálamo. Outros tratamentos são por vezes aplicados e muitas vezes bastante eficazes.  
 
. Diabetes Insipidus Gestacional, que ocorre durante a gravidez. Isto pode acontecer se o hipotálamo for ligeiramente danificado e/ou a placenta interferir no processo de produção da hormona antidiurética, ao criar um défice entre a quantidade produzida e a utilizada. É aconselhável recorrer-se ao tratamento com a hormona de substituição da vasodepressina, mas a doença desaparece algumas semanas após o parto. Por isso o tratamento pode vir a ser interrompido assim que a doença desapareça. No entanto pode voltar a manifestar-se numa gestação posterior.
 
            . Diabetes Insipidus Nefrogénico, quando ocorre alguma lesão no rim. É uma condição rara. A resposta dos rins é insuficiente para a quantidade, normal, de vasodepressina que é produzida no hipotálamo. Pode ser resultado do uso de alguns medicamentos ou ainda de alguma doença nos rins, incluindo as hereditárias. Neste tipo não surtirá efeito o uso do substituto para a hormona antidiurética. Mas poderá ter cura ou não, se for eliminada a medicação que está na causa do problema ou a doença já referida. No caso de ser um factor genético, a cura não é existe, dura para toda a vida. No entanto existem tratamentos que podem atenuar em parte os sintomas da doença.
 
            . Diabetes Insipidus Dipsogenico, acontece quando a hormona vasodepressina deixa de ser produzida pelo hipotálamo, devida a uma elevada ingestão de fluidos que resultará inadvertidamente numa poliúria anormal. Este problema surge devido a algum tipo de desordem ou lesão que surge na região do cérebro que controla aquilo que bebemos, a sede. Este tipo é muito semelhante á Diabetes Insipidus Central, pois ambas resultam de lesões no cérebro, por esse motive é difícil diferenciá-las e identificá-las.       
            A única maneira de detectar qual é o tipo é medindo a quantidade de vasodepressina que é produzida aquando uma privação de fluidos (água por exemplo) ou verificando os efeitos de um tratamento através da indução da hormona antidiurética artificial.
            Neste tipo também é comum a poliúria, no entanto ao contrário da DI Central, a necessidade de ingerir líquidos não é eliminada completamente. O que resulta numa “intoxicação de água”, provocando sintomas como dores de cabeça, perca de apetite, letargia e náuseas, ainda sinais como uma baixa anormal na concentração de sódio no plasma.

            Por causa disto e pela falta de tratamentos para a polidipsia persistente, a Diabetes Insipidus Dipsogenica não tem cura, embora os sintomas mais alarmantes possam ser atenuados, como por exemplo a necessidade de acordar várias vezes para urinar, tomando algum substituto da hormona antidiurética, antes de dormir.

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publicado por simply_misses às 11:30
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