Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Complicações da diabetes parte III

Ceto-acidose diabética
            Esta complicação da diabetes surge quando não existe insulina suficiente para metabolizar a glicose. E pode ser desencadeada pelo o excesso alimentar ou por variações no sistema nervoso (stress físico ou emocional). Por stress físico define-se a exposição a uma outra patologia, como por exemplo uma amigdalite ou uma apendicite. Em situações de stress o corpo liberta uma grande quantidade de hormonas hiperglicemiantes, isto é, que fazem o açúcar do sangue (glicemia) aumentar a sua concentração. Como não existe insulina suficiente o corpo utilizara as gorduras e as proteínas armazenadas, processo denominado por cetose*.                                                       
             Enquanto isto se processa o doente sente-se muito mal. Provoca confusão, respiração deficiente, hálito com aroma de acetona, pode ainda demonstrar sinais de fraqueza intensa, náuseas, vómitos e dores abdominais.                                                        
             Esta é uma complicação muito grave do diabetes, mais comum no insulinodependente (tipo I), e que pode conduzir á morte se não for tratada devidamente. E ideal que o doente se aperceba dos sinais da hiperglicemia (aumento nos níveis de glicemia) antes que chegue á cetose.
Coma diabético
            O coma diabético é uma complicação da doença que surge como consequência do desequilíbrio da mesma. Tanto por excesso (coma hiperglicémico) como por défice (coma hipoglicémico) da glicose no sangue.                                                           
            O coma hiperglicémico surge quando o doente fica sem tratamento até que a glicemia suba o suficiente para causar alterações na consciência. O coma hiperglicémico com cetose ocorre nas formas da doença mais intensas, como na tipo I. É um processo lento, em que primeiramente ocorre a hiperglicemia e só depois a cetose, que em conjunto afectam o SNC, responsável pelas alterações da consciência.             
Nas formas mais brandas da doença, a citose não acontece pois o doente produz ainda alguma insulina, o processo é mais demorado mas os valores da glicose que se atingem são muito mais elevados que no tipo I.                                                                
O coma hipoglicémico é praticamente intrínseco aos doentes que administram insulina, não ocorrendo quase inteiramente nos doentes que fazem administração oral. Surge quando os níveis de glicemia estão muito baixos e manifesta-se, quase imediatamente, através de tremores, suores, sensação de fraqueza e fome, palpitações e tonturas. Pode ser fatal ou causar lesões cerebrais com sequelas tardias, isto porque o cérebro consome glicemia para a produção energética e basta apenas alguns minutos para haver morte cerebral se os níveis de glicemia estiverem muito baixos.

 
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publicado por simply_misses às 10:45
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.Este blog foi idealizado no âmbito do projecto "Doenças do séc. XXI", que estamos a desenvolver na área curricular Área de Projecto do 12º ano, da Escola Secundária de Fafe. Agradecemos desde já a colaboração de todos que tornaram este trabalho realidade.

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