Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Complicações da diabetes parte II

Neuropatia diabética
            É a perturbação da função do sistema nervoso, responsável pelo controle de praticamente tudo o que fazemos. O sistema nervoso emite e recebe sinais, localizado no cérebro, para comunicar ás outras células as tarefas que devem ser realizadas. Com a neuropatia os nervos podem ficar incapazes de emitir as mensagens, emiti-las na hora errada ou muito lentamente. Os sintomas irão depender e variar conforme o tipo de complicação e quais os nervos afectados.
            Os sintomas podem ser: sensitivos (formigueiro, dormência ou sensação de queimadura das pernas, mãos e pés. Dores locais e desequilíbrio); motores (estado de fraqueza e atrofia muscular) e autonómicos (ocorrência de pele seca, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência).
            A diabetes e a principal causa de neuropatia, que possui diferentes formas clínicas, tais como: poli neuropatia distal (É a forma mais comum da neuropatia, manifestando os sintomas sensitivos); neuropatia autonómica (Manifestando os sintomas autonómicos) e a neuropatia focal (Esta é uma condição rara decorrente de danos a um único nervo ou a um grupo de nervos. Surge devido ao entupimento de um vaso, ou a compressão de um nervo. Que podem levar a um enfarte do miocárdio, um AVC ou uma angina do peito).
            Não é raro o aparecimento de mais de um tipo de neuropatia num individuo, dependendo do tempo de duração do diabetes e o grau de controle glicémico, por isso e extremamente importante o controle rigoroso da glicemia para prevenir ou para não piorar o estado da doença. A doença pode também ser tratada através de medicamentos que aliviam os sintomas.
 
 

 
Micoanglopatia
            O risco de ataque cardíaco, angina do peito ou acidente vascular cerebral é de 2 a 4 vezes maior em diabéticos.
            A doença cardiovascular, nomeadamente a angina do peito, é a principal causa de morte relacionada com as diabetes, não importando o tipo.
            A hiperglicemia é um factor de risco para as doenças do coração. Entre outros como a obesidade, a hipertensão arterial, tabagismo, colesterol elevado (LDL), falta de exercício físico e presença de micro albuminúria (proteína na urina).

Infecções
            A presença elevada de glicose pode causar danos a muitas funções do sangue, incluindo o sistema imunológico. O que aumento o risco do diabético ao surgimento de infecções, pois os glóbulos brancos ficam menos eficazes com a hiperglicemia. E torna igualmente o sangue vulnerável a proliferação de alguns invasores (bactérias, fungos, etc). assim locais como boca, gengivas, pulmões, pele, pés, genital e zonas de incisão pós cirurgia estão totalmente sujeitas a este risco. Ferimentos em geral podem tornar-se verdadeiras portas de entrada.                                                                                     
             E por isso muito importante, mais uma vez, manter um bom controlo da glicemia, seguindo correctamente as orientações médicas. Existem porém outros cuidados essenciais que merecem destaque. Devem então: manter uma boa higiene bocal, utilizando sempre fio dental e fazendo uma limpeza no dentista de 6 em 6 meses. Pois a boca, nomeadamente entre a gengiva e os dentes, é onde se acumulam um grande número de bactérias. E caso estas se “instalem”, e se propaguem, a situação pode tornar-se grave. Elas actuaram destruindo o osso onde o dente está implantado, levando á inflamação da gengiva. Resultando na separação dos dentes e do osso mandibular, sendo necessário, por vezes, recorrer á cirurgia de modo a remover o tecido envolvente dos dentes, raspando a placa dentária.                                                                              
              As mulheres devem tomar especial cuidado, também, em relação às infecções vaginais como a candida albicans (candidíase), que prospera em ambiente húmido, nutrindo-se de muita glicose. A candidíase é desagradável. Caracteriza-se por sensação de ardência e comichão na área vaginal, geralmente acompanhada por corrimento branco e grosso, mas é facilmente confundido com outros problemas. O tratamento não é difícil, requerendo a utilização de um creme fungicida.
Pé Diabético
            Para os doentes diabéticos, o pé merece atenção redobrada, especialmente os que sofrem de neuropatia. Pois facilmente surgem ferimentos, como calos nos pés, quando usamos sapatos, mesmo sem sentirmos dor. Devem por isso inspeccionar o pé na procura de qualquer ferimento que possa aparecer, e contactar imediatamente o médico de modo a evitar situações extremas causadas pela dificuldade de coagulação do sangue.   
         As lesões de membros inferiores são as complicações mais temidas pelos pacientes diabéticos. O Pé Diabético apresenta sintomas como a perda de sensibilidade e/ou deficiência de irrigação sanguínea, podendo apresentar deformidades, ulcerações e infecções que, frequentemente, evoluem para a necessidade de amputação.                      É por isso essencial manter um bom fluxo sanguíneo, mantendo a pressão arterial e o colesterol nos níveis recomendados. É importante também praticar exercício físico com regularidade e acima de tudo não fumar. Isto porque 95% de todas as amputações do pé acontecem a fumantes.                                                                                
              No entanto nessas situações o doente não deixa de poder ter uma vida “normal”, existem próteses muito práticas e confortáveis que proporcionam uma mobilidade relativamente boa ao doente.                                                                                                   
              Os doentes devem prestar especial atenção as úlceras. Que surgem a partir dos ferimentos ou zonas infectadas na base do pé. E que são consequência da circulação deficiente e os níveis de glicemia mal controlados. Se descobrir uma úlcera deverá contactar o médico imediatamente. As camadas de pele vão sendo destruídas devido á infecção, podendo criar um buraco, quando esta não é devidamente tratada. 
Hipertensão arterial
         Aumento da pressão,desejável até 130/80mmHg, por aumento de H2O no sangue, além da glicolisão irregular do colágeno e proteínas das paredes endoteliais o que pode causar tromboses e coágulos por todo o sistema circulatório.
Coma hiperosmolarnão-cetótico
            Esta complicação é normalmente associada á diabetes tipo 2, consequência de excessos alimentares ou por uma doença intercorrente. Como estes pacientes ainda produzem uma quantidade mínima de insulina eles não desenvolvem a cetose*. Como o coma hiperosmolar manifesta-se insidiosamente, os níveis glicémicos são muito altos e as principais consequências são a desidratação e alterações a nível do sistema nervoso, que variam podendo ir de um simples entorpecimento até um coma profundo. É uma situação muito grave e de risco de vida se não for devidamente tratado.
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publicado por simply_misses às 10:38
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